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Introdução

Proposta de ensino: pesquisa e autoria

Como uma proposta de ensino, este site tem o intuito de esclarecer através de uma pesquisa mitos e verdades relacionados ao zika vírus e a microcefalia e criar um aplicativo de celular que auxilie as pessoas a desenvolverem um senso crítico e a reconhecerem as fake news. 

Tema Gerador: Zika vírus

Sabe-se que os mosquitos são vetores de muitas doenças. São seres hematófagos, portanto, os mosquitos fêmeas se alimentam de sangue quando se encontram em período de ovulação. Ao ser contaminado, o mosquito carrega o vírus, bactérias e protozoários que se alocam em suas glândulas salivares, infectando assim as pessoas diretamente na corrente sanguínea.

Originário do Egito, o mosquito Aedes aegypti se espalhou em áreas tropicais e subtropicais, sendo ele responsável pelas doenças: denguefebre amarelazika e chikungunya. Com o surgimento de epidemias de dengue e Zika vírus atuais, o controle da população do Aedes aegypti é um assunto de saúde pública.

Diante do desafio das políticas públicas o controle da doença no Brasil segue um modelo semelhante ao das pragas agrícolas. A base comum do combate é a utilização de produtos químicos com algumas campanhas de combate a criadouros nas residências e em locais públicos de maior circulação.

Como parte das intervenções tecnológicas no controle do vetor, o Ministério da Saúde vêm testando a soltura de mosquitos geneticamente modificados para controle e redução de casos de doenças transmitidas pela picada dos mosquitos. Essas ações de combate às epidemias focadas principalmente no controle químico, através de larvicidas e de inseticidas e tecnológico, através da soltura no ambiente de mosquitos transgênicos e de mosquitos inoculados com a bactéria Wolbachia tem suscitado várias controvérsias, principalmente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (ABRASCO).

No Brasil, a epidemia de Zika teve início em 2015 e na ocasião pode-se observar  um aumento considerável nos casos de microcefalia em recém-nascidos cujas mães contraíram o zika vírus durante o período de gestação. Além do aumento de casos de microcefalia em recém-nascidos, também foi registrado um aumento de casos da Síndrome de Guillain Barré em pessoas adultas. Sabe-se que a microcefalia pode ter causas genéticas, infecções virais por rubéola, citomegalovírus e até outros fatores como ingestão de álcool na gestação. A relação entre microcefalia e zika vírus é recente e gerou controvérsias científicas. A falta de respostas que a ciência ainda não estava em condições de dar a curto prazo, acabou favorecendo o medo e a insegurança na população, dando margem ao  aparecimento das fake news.

Diante destas informações, uma pesquisa por parte dos alunos para que possam esclarecer suas dúvidas a respeito do que já foi comprovado cientificamente ou que ainda é controverso e da discussão de como surgem as fake news, é proposta deste projeto de ensino-aprendizagem. Após esta pesquisa inicial, a criação de um aplicativo como uma campanha de divulgação científica ajudará na retransmissão de um conhecimento e como uma forma de ajudar a população a se proteger contra as fake news.

Fonte: Carta Educação (site): http://www.cartaeducacao.com.br/aulas/doencas-socioambientais/

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